Por Ascom UPAs
As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da Terra Firme e do Jurunas, realizaram, de terça (15) até esta quinta-feira (17), uma ampla programação alusiva ao “Dia Mundial da Segurança do Paciente”, celebrado anualmente em 17 de setembro, iniciativa que teve como objetivo fortalecer a cultura de segurança nas unidades e sensibilizar profissionais, pacientes e acompanhantes sobre a importância da prevenção de riscos, da adoção de boas práticas e da participação ativa do paciente durante o atendimento em saúde.
Organizada pelos Núcleos de Qualidade e Segurança do Paciente (NQSP) das unidades, a programação contou com momentos de orientação com entrega de material informativo, troca de experiências e atividades interativas, que envolveu profissionais, pacientes e acompanhantes.

Para Carla Gregório, enfermeira do NQSP da UPA Terra Firme, mais do que uma data no calendário da saúde, o “Dia Mundial da Segurança do Paciente” representa uma oportunidade para reforçar que a prevenção de incidentes e eventos adversos deve fazer parte da rotina dos serviços de saúde.
“A segurança está presente em diferentes etapas do atendimento, desde a identificação correta do paciente até a administração de medicamentos, a comunicação entre os profissionais e usuários, a prevenção de infecções e a redução dos riscos de quedas e lesões por pressão, além de cirurgias seguras, no caso das upas, procedimentos no serviço de urgência e emergência odontológica. Por isso, é fundamental que essas práticas estejam incorporadas ao cotidiano das equipes”, explicou.

Além de qualificar os profissionais, a programação reforçou que pacientes e acompanhantes também possuem um papel importante na segurança da assistência.
“Conhecer informações sobre o atendimento, esclarecer dúvidas, confirmar seus dados e comunicar à equipe qualquer situação que possa representar um risco, são atitudes que contribuem para um cuidado mais seguro. Se a segurança tem no centro do cuidado, o paciente, nada mais justo que a ação ser direcionada a ele”.
Fausto Carvalho, de 55 anos, participou da ação na UPA Terra Firme e aprovou a iniciativa destacando a importância de conhecer os próprios direitos durante o atendimento.
“Eu achei muito importante porque, muitas vezes, o paciente chega à unidade sem saber exatamente quais são os seus direitos e o que pode fazer para ajudar na própria segurança. Saber que podemos perguntar, confirmar informações e conversar com os profissionais sobre o processo de atendimento nos deixa mais seguros e também ajuda a equipe. Foi uma orientação que eu considero muito importante para quem utiliza o serviço de saúde pública”, afirmou.

A participação dos usuários reforça a importância de uma assistência baseada no diálogo e na corresponsabilidade, em que profissionais, pacientes e acompanhantes atuam conjuntamente na prevenção de riscos.
A segurança do paciente é estruturada a partir de seis Metas Internacionais de Segurança do Paciente, que orientam práticas destinadas à prevenção de riscos e à melhoria da qualidade da assistência.
No Brasil, a segurança do paciente também integra as políticas nacionais de saúde por meio do Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), instituído pela Portaria nº 529/2013 do Ministério da Saúde.

Para o diretor da UPA Jurunas, Marcus Luz, fortalecer a segurança do paciente significa investir continuamente na qualificação das equipes e na melhoria dos processos de trabalho.
“Uma assistência segura começa com atitudes simples, mas que precisam ser realizadas com responsabilidade, atenção e compromisso. Nosso objetivo é fortalecer cada vez mais essa cultura dentro das unidades, envolvendo profissionais, pacientes e acompanhantes. A segurança do paciente é um compromisso coletivo e está diretamente relacionada à qualidade do atendimento que oferecemos à população”, ressaltou.
As seis metas são:
1. Identificar corretamente o paciente
Garantir a correta identificação antes da realização de procedimentos, administração de medicamentos, exames e demais cuidados assistenciais.
2. Melhorar a comunicação efetiva
Assegurar que informações importantes sobre o paciente sejam transmitidas de forma clara, precisa e segura entre os profissionais.
3. Melhorar a segurança na prescrição, no uso e na administração de medicamentos
Fortalecer os processos de conferência para reduzir riscos relacionados à prescrição, ao preparo e à administração de medicamentos.
4. Assegurar cirurgia segura
Garantir que o paciente, o procedimento e o local de intervenção estejam corretos, com a realização das conferências e protocolos necessários.
5. Higienizar as mãos para prevenir infecções
Reforçar a higiene adequada das mãos como uma das principais medidas de prevenção e controle das infecções relacionadas à assistência à saúde.
6. Reduzir o risco de quedas e lesões por pressão
Identificar pacientes em situação de risco e adotar medidas preventivas para evitar quedas e o desenvolvimento de lesões por pressão.