Por Pallmer Barros (Ascom UPA Terra Firme)
A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Terra Firme promoveu, nesta terça-feira (15), uma ação integrada de educação em saúde alusiva às campanhas “Setembro Amarelo” e “Setembro Verde”. Organizada pelo Grupo de Trabalho de Humanização (GTH), a iniciativa reuniu profissionais da unidade em um momento de diálogo, reflexão e sensibilização sobre a valorização da vida, a importância do acolhimento e da escuta qualificada, além da conscientização sobre a doação de órgãos.

Setembro Amarelo - Com o tema “Ouça, acolha e valorize a vida”, a programação do “Setembro Amarelo” foi conduzida em formato de roda de conversa pela psicóloga convidada Cristina Yamamoto. A atividade destacou a escuta qualificada como uma importante ferramenta para reconhecer sinais de sofrimento emocional e identificar situações em que uma pessoa pode necessitar de rede de apoio.
“Falar sobre valorização da vida dentro de uma unidade de saúde é fundamental, porque os profissionais também precisam ser acolhidos e preparados para acolher. No dia a dia, eles podem se deparar com pessoas que estão vivenciando sofrimento emocional e que nem sempre conseguem expressar aquilo que estão sentindo. Uma escuta atenta e sem julgamentos pode ser o primeiro passo para reconhecer essa necessidade e orientar a pessoa na busca por ajuda”, destacou Cristina Yamamoto.
Durante o encontro, foram discutidos temas como escuta ativa, empatia, acolhimento e identificação de sinais de alerta. A psicóloga também ressaltou a importância de inserir a saúde mental na rotina das instituições, especialmente entre profissionais que lidam diariamente com pacientes e familiares em diferentes situações de vulnerabilidade.
A abordagem reforçou que o cuidado com a saúde mental deve estar integrado não apenas à assistência oferecida aos pacientes, mas também às relações estabelecidas entre os próprios profissionais no ambiente de trabalho.

Setembro Verde - A programação alusiva ao “Setembro Verde” foi conduzida pelo diretor Técnico da UPA Terra Firme, João Costa, que abordou a importância da doação de órgãos, os principais aspectos relacionados ao processo de doação e a dimensão solidária desse gesto.
Segundo o médico, o momento também foi uma oportunidade para ampliar o conhecimento dos profissionais sobre o tema e estimular a reflexão sobre o impacto que a doação pode representar na vida de pessoas que aguardam por um transplante.
“A conversa destacou a empatia e a solidariedade como elementos fundamentais para ampliar a conscientização sobre a doação de órgãos, contribuindo para disseminar informações e estimular o diálogo sobre o tema entre os profissionais de saúde e a sociedade”, afirmou João Casta.
Para a diretora da UPA Terra Firme, Ana Kariny Souza, iniciativas como essa fortalecem tanto a educação permanente quanto as relações entre os profissionais e refletem diretamente na qualidade da assistência oferecida à população.
“Ofertar um evento como este é também uma forma de cuidar de quem cuida. Nossos profissionais estão diariamente na linha de frente, acolhendo pacientes e familiares. Proporcionar um espaço para falar sobre saúde mental, valorização da vida, acolhimento e solidariedade contribui para fortalecer a equipe e ampliar nossa capacidade de oferecer uma assistência cada vez mais humanizada e qualificada”, afirmou.

Entre os profissionais que participaram da programação, Tyciane Reis destacou a importância do encontro para ampliar a percepção sobre o cuidado e compreender como atitudes simples podem contribuir para transformar a experiência de quem está passando por um momento de vulnerabilidade.
“Foi um momento muito importante para nós, porque muitas vezes estamos tão concentrados na rotina e nos atendimentos que acabamos não percebendo o quanto uma escuta atenta pode fazer a diferença. A conversa nos fez refletir não apenas sobre como acolher melhor os pacientes, mas também sobre a importância de cuidarmos uns dos outros dentro da equipe”, relatou.
