Por Pallmer Barros (Ascom UPA Jurunas)
Em meio aos atendimentos de urgência e emergência, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jurunas, administrada pela Associação de Saúde, Esporte, Lazer e Cultura (ASELC), por meio do Grupo de Trabalho de Humanização (GTH), realizou, na tarde desta terça-feira (25), uma ampla programação de educação em saúde alusiva ao ‘Agosto Lilás’, campanha nacional de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher.
A iniciativa reuniu profissionais, pacientes e acompanhantes em um momento de informação, diálogo e reflexão sobre a importância da prevenção, da identificação e do enfrentamento às diferentes formas de violência contra a mulher.

Durante a programação, foram abordados temas relacionados ao fortalecimento da autoestima e da autonomia feminina, à identificação de situações de violência e aos caminhos disponíveis para buscar apoio, orientação e assistência. A ação também destacou a importância da atuação dos profissionais de saúde no reconhecimento de possíveis situações de violência e no acolhimento qualificado às vítimas.
“O GTH tem um papel fundamental ao promover ações dentro da unidade que estimulem a reflexão e contribuam para a transformação da sociedade. Somos muito mais do que uma unidade de saúde, buscamos também ofertar cidadania e bem-estar à sociedade”, destacou Lidiane Oliveira, vice-presidente do GTH e uma das organizadoras da ação.

Por meio de atividades lúdicas e materiais informativos, foram compartilhadas orientações para auxiliar na identificação de sinais de risco e de comportamentos associados à violência. A iniciativa busca contribuir para uma atuação cada vez mais humanizada, acolhedora e comprometida com a proteção e a segurança das pacientes.
Entre os participantes estava Ricardo Gomes, de 26 anos, que acompanhava a mãe durante um atendimento de urgência. Para ele, abordar a temática em diferentes espaços da sociedade e, incluir os homens no debate, é fundamental para fortalecer a conscientização e o enfrentamento à violência contra a mulher.
“Eu aprovei o evento e destaco a iniciativa da UPA Jurunas em aderir ao tema, que precisa ser debatido em diferentes ambientes da sociedade. A cada dia, cresce o número de mulheres que, infelizmente, sofrem diversos tipos de violência. Quando uma mulher sofre violência, ela não sofre sozinha; os filhos e toda a família também são afetados. É de grande valia ter esse diálogo em sociedade”, afirmou.

Para o diretor da UPA Jurunas, Marcus Luz, a iniciativa reforça que o enfrentamento à violência contra a mulher é uma responsabilidade compartilhada por toda a sociedade.
“A informação, a escuta qualificada e o acolhimento são ferramentas essenciais para fortalecer a rede de proteção e garantir que mulheres em situação de violência tenham acesso ao cuidado e ao suporte necessário. A UPA Jurunas está diariamente preparada para acolher e atender as demandas relacionadas à violência de gênero”, ressaltou.

UPA Jurunas acolhe e orienta - O fluxo de acolhimento do Serviço Social na UPA Jurunas integra da escuta qualificada ao cuidado clínico, garantindo suporte completo às vítimas. Segundo levantamento realizado pelo Serviço Social da unidade, em média, mais de 10 mulheres são atendidas mensalmente na UPA Jurunas com sinais relacionados à violência física e psicológica.
Na unidade, o acolhimento e o atendimento do Serviço Social ocorrem em conjunto com a assistência clínica na identificação e encaminhamento. Após a avaliação médica inicial, quando o profissional plantonista identifica uma demanda relacionada à violência, realiza o encaminhamento imediato ao Serviço Social para o acolhimento especializado.
Escuta Qualificada e Orientações - O Serviço Social realiza a escuta humanizada para compreender o contexto da violência e orientar a paciente sobre seus direitos e os equipamentos disponíveis na rede de proteção. Após o acolhimento e o atendimento clínico, o Serviço Social, em parceria com o médico plantonista responsável pelo atendimento, preenche a notificação no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) para os devidos encaminhamentos à rede externa. Além disso, a equipe realiza a evolução detalhada do caso no prontuário eletrônico da paciente.
"A assistente social elabora um relatório que é entregue à paciente e mantém o acompanhamento até a alta clínica na unidade. É realizada a escuta qualificada para compreender o contexto de violência e, a partir disso, são fornecidas orientações sobre os equipamentos da rede de proteção aos quais essa mulher tem direito. Após ouvir o relato e compreender a situação, seguimos com o acolhimento e as orientações necessárias até a alta clínica na unidade”, explicou Luana Ruiz, assistente social da UPA Jurunas.