A unidade realiza desde procedimentos de rotina até intervenções de alta complexidade, com foco na assistência integral e humanizada às crianças.
No período de janeiro de 2025 a fevereiro de 2026, exatamente 9.014 crianças foram atendidas no Hospital Regional Público do Araguaia (HRPA), em Redenção. Essas vidas foram impactadas positivamente pelos serviços de média e alta complexidade, que oferecem desde procedimentos de rotina até intervenções mais complexas, com foco na assistência integral e humanizada às crianças.
Para celebrar os dados que justificam a referência em saúde infantil na região do Araguaia, a gestão do HRPA reinaugurou a Brinquedoteca Hospitalar, um espaço mais lúdico para acolher e proporcionar momentos de descontração às crianças internadas e atendidas no ambulatório pediátrico. “A Brinquedoteca Hospitalar é fundamental para humanizar o atendimento, amenizar os traumas da internação, reduzir a ansiedade e promover o bem-estar emocional da criança. A estrutura transforma o ambiente hospitalar em um espaço lúdico, facilita o tratamento e a adesão aos procedimentos e, com isso, contribui para a recuperação. Além disso, permite o brincar, oportuniza a expressão de emoções e potencializa a alta médica”, avalia a coordenadora do Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU), Leia Rocha.
Idealizado pela Comissão de Humanização da unidade hospitalar, o projeto foi desenvolvido com sensibilidade e contou com a contribuição voluntária de Flávia Cantieri, responsável pela doação de brinquedos e itens que compõem o ambiente. Mais do que um local decorado, a Brinquedoteca representa um verdadeiro refúgio de afeto, expansão de conhecimentos e leveza em meio à rotina hospitalar.

A voluntária destaca que as instalações, equipadas com brinquedos e mobília adequada ao público infantil, proporcionam “mais amor e carinho, que são essenciais, principalmente, para a cura. E dentro de um hospital, em uma pediatria, o cuidado, o carinho, o brincar, o sorrir e o se divertir são fundamentais tanto para a criança quanto para o acompanhante”.
Para a pedagoga do HRPA, Rita Alves, esta é uma ferramenta pedagógica que contribui para o aprendizado em diversas dimensões, oportunizando atividades que estimulam o desenvolvimento cognitivo por meio de jogos estratégicos, favorecendo o raciocínio lógico, a criatividade e a resolução de problemas. “A Brinquedoteca promove a interação entre as crianças e os profissionais, fomenta o respeito às regras, o trabalho em equipe e o compartilhamento de materiais, aspectos essenciais para o desenvolvimento socioemocional. Por meio de diários e desenhos, a criança aprende a nomear emoções e a se comunicar melhor com a equipe de saúde”.
A iniciativa traduz o compromisso do HRPA com os princípios da Política Nacional de Humanização (PNH), que fortalece a ambiência como parte do cuidado, alinhando-se ao acolhimento e tornando a internação menos traumática para a criança.
Reflexo desse objetivo da PNH, Hicaro Winicius, de 27 anos, que acompanha o filho, Theo Valentin, de 4 anos, destaca a importância da reinauguração da Brinquedoteca no processo de recuperação do pequeno paciente, internado há mais de um mês. “Há dias ele está internado, e isso acabou causando estresse, pois antes não havia algo para interagir. Ficava apenas no leito e, às vezes, tinha um passeio ao ar livre, mas não era suficiente. Quando a Brinquedoteca reabriu, desde o primeiro dia em que visitou, o Theo se desestressou. Agora, quando deixa de ir um dia, por conta de atendimentos do tratamento, ele fica mais irritado. Com o passeio ao ar livre e a Brinquedoteca, está melhorando até as noites de sono”, relata.

Para o diretor hospitalar da unidade, Ricardo Arruda, a iniciativa reforça o compromisso do HRPA com o cuidado humanizado centrado na pessoa, valorizando não apenas a assistência, mas também o conforto emocional das crianças. “O objetivo do HRPA é tornar o ambiente hospitalar mais agradável, reduzir o estresse e contribuir para o bem-estar das crianças. O espaço foi idealizado para um cuidado integral, humanizado e social, que valoriza não apenas o tratamento clínico, mas também oferece suporte à saúde emocional, contribuindo significativamente para o desenvolvimento do tratamento e para a garantia de uma alta médica segura e qualificada”, conclui.

Texto: Ascom/HRPA