Por Ascom UPAs
Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da Terra Firme e do Jurunas, participaram, na manhã deste domingo (13), da programação da Campanha nacional “Um Só Coração: Seja Vida na Vida de Alguém”, alusiva ao "Setembro Verde", mês dedicado à conscientização e ao incentivo à doação de órgãos. A ação de educação em saúde foi realizada na Praça da República, em Belém, e reuniu instituições públicas e entidades parceiras para ampliar o diálogo com a população sobre a importância da doação.

A iniciativa também teve como objetivo divulgar a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (AEDO), instrumento que permite ao cidadão formalizar digitalmente sua vontade de ser doador de órgãos, tecidos e partes do corpo humano após a morte.
De acordo com Cláudio Levi, gerente Operacional de Transplantes da Central Estadual de Transplantes (CET), a escolha da Praça da República para a mobilização contribui para ampliar o alcance da campanha.
“A Praça da República, que é um ambiente de fluxo intenso de pessoas aos domingos, potencializa a disseminação da campanha. Os multiplicadores têm o objetivo de deixar claro todo o processo para ser um doador de órgãos e a importância de comunicar essa decisão à família e aos amigos, especialmente, para o momento posterior à morte”, explica.

A mobilização nacional é promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em parceria com cartórios de todo o país, com o propósito de ampliar o diálogo com a sociedade sobre a doação de órgãos e incentivar a manifestação de vontade de quem deseja ser doador.
No Pará, a iniciativa é coordenada pela Central Estadual de Transplantes (CET), vinculada à Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), e contou com a participação das UPAs Terra Firme e Jurunas, o Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), a Associação dos Notários e Registradores do Estado do Pará (Anoreg-PA), o Colégio Notarial do Brasil – Seção Pará (CNB/PA) e a Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará (FSCMPA).
Ainda segundo Cláudio Levi, a manifestação registrada eletronicamente contribui para dar maior segurança à família sobre a decisão do potencial doador.
“O e-Notariado deixa claro e registrado em cartório que a pessoa realmente manifesta a vontade de doar seus órgãos, evitando dúvidas para a família e os amigos. Ao registrar essa decisão, a pessoa proporciona mais segurança à família no momento de tomar uma decisão. Mesmo com a declaração registrada, a palavra final continua sendo da família. Por isso, além de formalizar a vontade em cartório, é importante conversar com os familiares e conscientizá-los sobre a decisão de doar órgãos”, explica.
Durante a ação, foram distribuídos materiais informativos e oferecidas orientações sobre a AEDO. O documento é emitido por meio do sistema e-Notariado e fica disponível para consulta pelos responsáveis do Sistema Nacional de Transplantes.

Para a diretora da UPA Terra Firme, Ana Kariny Souza, a participação em uma mobilização dessa dimensão também representa uma oportunidade de aproximar os serviços de saúde da população e fortalecer as ações de educação em saúde.
“As UPAs têm um papel que vai além do atendimento de urgência e emergência. Também somos espaços de orientação, acolhimento e promoção da saúde. Participar do ‘Setembro Verde’ é uma forma de contribuir para que mais pessoas conheçam a importância da doação de órgãos, tirem suas dúvidas e possam tomar uma decisão consciente sobre esse gesto de solidariedade que transforma vidas”, destaca a gestora.
Além de integrarem a mobilização em favor da doação de órgãos, as equipes das UPAs Terra Firme e Jurunas desenvolveram ações de educação em saúde e orientação à população ao apresentarem os principais serviços de urgência e emergência oferecidos pelas unidades, esclareceram dúvidas sobre o perfil assistencial e orientaram a população sobre quando procurar uma Unidade de Pronto Atendimento.
A iniciativa também despertou o interesse de quem passou pelo espaço. Simone Maia, de 52 anos, destacou a importância de levar informações de saúde para espaços públicos e que facilita o acesso da população a orientações qualificadas.
“Foi muito importante conhecer melhor como funciona a doação de órgãos e saber que existe uma forma de registrar oficialmente essa vontade. Muitas vezes, as pessoas querem ajudar, mas não sabem como fazer. Um evento neste formato pode fazer toda a diferença para quem está esperando por um transplante”, afirmou.

Da mesma forma, Paulo Neves, de 65 anos, que aguarda na fila por um transplante renal, enfatiza a importância da conscientização da sociedade e da disseminação de informações sobre a doação de órgãos.
“Eu que estou do lado de cá, na luta por um transplante de rim, sei o quão valiosa é esta campanha para conscientizar as pessoas. Assim como a doação de sangue que é muito importante, a doação de órgãos também salva vidas. Precisamos nos mobilizar para que mais pessoas tenham qualidade de vida. Sei que a perda de um ente querido é dolorosa, mas, por meio da doação, essa perda pode se transformar na oportunidade de outra pessoa continuar vivendo”, refletiu.

Como manifestar a vontade de ser doador
Quem deseja ser doador de órgãos pode manifestar e formalizar sua vontade por meio da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (AEDO), documento oficial emitido digitalmente pelo sistema e-Notariado.
O procedimento é gratuito e pode ser realizado por meio de um dos 8.344 Cartórios de Notas do Brasil.
Serviço
Para emitir a AEDO, o interessado deve preencher um formulário diretamente no sistema e-Notariado, que será encaminhado ao cartório selecionado. Em seguida, o tabelião agenda uma videoconferência para confirmar a identidade do solicitante e registrar sua manifestação de vontade.
Após essa etapa, o solicitante e o notário assinam digitalmente a AEDO. O documento fica disponível para consulta pelos responsáveis do Sistema Nacional de Transplantes, permitindo que a manifestação de vontade seja identificada no momento adequado.
