Por Pallmer Barros (Ascom UPA Terra Firme)
Gerenciada pela Associação de Saúde, Esporte, Lazer e Cultura (ASELC), a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Terra Firme segue avançando na qualificação da assistência em saúde pública ofertada em parceria com a Prefeitura de Belém, e se torna a primeira Unidade de urgência e emergência, em Belém, a implantar e padronizar o sistema de dieta enteral fechada para pacientes que necessitam de terapia nutricional durante a permanência na unidade.
A iniciativa representa um importante avanço na segurança e na qualidade do cuidado prestado aos pacientes graves ou com dificuldade de deglutição, especialmente àqueles que permanecem em observação prolongada enquanto aguardam transferência para leitos hospitalares.
A terapia nutricional enteral é fundamental para pacientes que não conseguem suprir suas necessidades nutricionais adequadamente por via oral. Com a implantação do sistema fechado, a UPA Terra Firme passa a contar com um processo mais seguro, padronizado e controlado para a administração da dieta, reduzindo etapas de manipulação e, consequentemente, os riscos relacionados à contaminação.
De acordo com a nutricionista clínica da unidade, Iolanda Santana, a mudança contribui diretamente para a segurança do paciente e para a organização da assistência.
“O sistema fechado proporciona maior segurança durante a administração da dieta, reduz as etapas de manipulação e, consequentemente, os riscos de contaminação. Além disso, oferece mais praticidade à equipe e contribui para uma assistência mais organizada”, explica.

Mais segurança, precisão e controle - Na UPA Terra Firme, a dieta enteral é administrada por meio de bomba de infusão, conforme avaliação clínica e nutricional, prescrição individualizada e protocolos assistenciais da unidade.
O sistema permite maior controle sobre o volume e a velocidade de administração da dieta, favorecendo o acompanhamento da oferta calórica, proteica e hídrica, além de outros parâmetros importantes para a evolução clínica e nutricional do paciente.
“O acompanhamento considera a oferta calórica e proteica, a hidratação, o controle glicêmico e a evolução do estado nutricional. Esses parâmetros são avaliados de forma integrada para que a equipe possa realizar os ajustes necessários na prescrição. Como o volume administrado é conhecido com precisão, o sistema facilita o monitoramento e possibilita intervenções mais rápidas e seguras”, destaca Iolanda.
A padronização também contribui para uma rotina assistencial mais eficiente, com redução das etapas de preparo e manipulação, melhor organização do trabalho e maior controle do processo.

Implantação com capacitação de toda a equipe - Para garantir que a nova tecnologia fosse incorporada de forma segura à rotina assistencial, toda a equipe envolvida no processo recebeu treinamento adequado para utilização do sistema de dieta enteral fechada.
A capacitação contemplou as orientações necessárias para a correta manipulação, administração, monitoramento e cuidados relacionados ao sistema, fortalecendo a segurança do paciente e a padronização das práticas assistenciais.
A implantação foi conduzida de forma integrada, envolvendo as equipes médica, de Nutrição e de Enfermagem, reforçando que a qualidade da terapia nutricional depende da atuação coordenada dos diferentes profissionais.

Atendimento multiprofissional - O processo começa com a avaliação médica. O profissional analisa o quadro clínico do paciente e, quando identificada a necessidade de terapia nutricional enteral, realiza a indicação e a prescrição inicial.
A nutricionista clínica, por sua vez, avalia o estado nutricional e as necessidades individuais do paciente, definindo parâmetros como oferta calórica, proteica e hídrica, além da fórmula, volume e velocidade de infusão adequados.
Enquanto isso, a equipe de Enfermagem atua diretamente na administração da dieta, no acompanhamento da bomba de infusão, nos cuidados com a sonda e no monitoramento das condições clínicas do paciente durante todo o processo.
Para a diretora da UPA Terra Firme, Ana Kariny Sousa, a implantação reforça o compromisso da unidade com a inovação, a segurança e a melhoria contínua da assistência.
“Ser a primeira UPA de Belém a implantar e padronizar o sistema de dieta enteral fechada representa um avanço importante para a nossa assistência. Mais do que incorporar um novo sistema, estamos qualificando um processo, capacitando nossas equipes e fortalecendo a segurança do paciente. A UPA Terra Firme busca permanentemente aperfeiçoar suas práticas e oferecer um cuidado cada vez mais seguro, humanizado e baseado em protocolos”, afirma a gestora.
A implantação do sistema de dieta enteral fechada integra as ações de melhoria contínua dos processos assistenciais da UPA Terra Firme, fortalecendo a segurança do paciente, a atuação multiprofissional centrada na pessoa e a qualidade do atendimento prestado pela unidade.
“A unidade segue avançando na construção de uma assistência pública cada vez mais qualificada, eficiente e humanizada”, enfatiza Kariny Sousa.
