Por Pallmer Barros (Ascom UPAs)
Ao nascer do sol, às margens da Baía do Guajará, no Portal da Amazônia, em Belém, mais de 300 pessoas se reuniram para aliar a prática esportiva com a solidariedade e a promoção da saúde. O espaço foi palco da “1ª Corrida e Caminhada pela Vida”, iniciativa promovida pelas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do Jurunas e da Terra Firme em parceria com a matriz Associação de Saúde, Esporte, Lazer e Cultura (ASELC), para celebrar um ano na administração das unidades sob contrato de gestão com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), que reuniu 160 inscritos em um percurso de três quilômetros, integrando atividade física, convivência comunitária, acolhimento e educação em saúde.

Realizado como parte das ações alusivas ao “Setembro Amarelo”, campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio, a promoção da saúde mental e a valorização da vida, o evento também contemplou atividades relacionadas ao “Setembro Verde”, voltado à conscientização sobre a importância da doação de órgãos.
A iniciativa foi organizada pelos Grupos de Trabalho de Humanização (GTHs) das duas unidades, com a participação de profissionais de diferentes áreas da saúde. A proposta foi ampliar o alcance das ações de educação em saúde para além dos espaços tradicionais de atendimento, aproximando os serviços públicos da população e fortalecendo a integração entre profissionais e os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

“A ideia foi mostrar que cuidar da saúde também significa promover encontros, estimular a atividade física, oferecer informação e, principalmente, fortalecer a valorização da vida. O ‘Setembro Amarelo’ nos convida a falar sobre saúde mental, praticar a escuta e lembrar que ninguém precisa enfrentar momentos difíceis sozinho; existe uma rede de apoio”, destacou Layse Rodrigues, técnica em Segurança do Trabalho da UPA Terra Firme e uma das organizadoras do evento.

Entre os participantes, Paulo Magno, de 36 anos, destaca como positivo o evento que proporcionou aos convidados a oportunidade de unir atividade física e informação em saúde.
“Além de praticar atividade física que é importante para o bem-estar, tivemos a oportunidade de dialogar sobre saúde de uma forma geral e valorizar atos de solidariedade como, por exemplo, doar órgão ou ser um suporte a quem precisa de ajuda emocional. É importante que esse tipo de ação aconteça em espaços públicos e envolva toda a comunidade para que possamos conscientizar a população do valor dos temas”, afirmou Paulo Magno.

A diretora da UPA Terra Firme, Ana Kariny Souza, destacou que a realização do evento está alinhada à proposta de fortalecer a humanização, a promoção da saúde e o cuidado integral, aproximando os serviços de saúde da comunidade.
“Quando falamos em saúde, falamos também em bem-estar, informação, prevenção e, principalmente, em cuidado. Como gestora da saúde, acredito que nosso compromisso vai além de atender quem chega à unidade; precisamos estar próximos da comunidade, levando conhecimento, orientando, acolhendo e criando espaços onde cada pessoa se sinta respeitada e cuidada”, enfatiza a gestora.

Além da atividade esportiva, o evento contou com estandes de atendimento e orientação, nos quais equipes multiprofissionais desenvolveram ações educativas e distribuíram materiais informativos. Os conteúdos abordaram temas como prevenção de doenças, promoção da saúde, saúde mental, hábitos saudáveis, doação de órgãos e apresentaram os principais serviços de urgência e emergência oferecidos pelas unidades, esclareceram dúvidas sobre o perfil assistencial e orientaram a população sobre quando procurar uma Unidade de Pronto Atendimento.

Para o diretor da UPA Jurunas, Marcus Luz, a programação representa uma estratégia de ampliação das ações de educação em saúde promovidas pelas unidades.
“Queríamos criar um momento de integração entre os profissionais e a comunidade que utiliza o serviço do SUS. A corrida e caminhada foram o ponto de encontro, mas a mensagem principal foi mostrar que a prevenção, a informação e o acolhimento precisam estar presentes no dia a dia. Valorizar a vida é uma responsabilidade de todos”, ressaltou.
A programação também contribuiu para ampliar o debate sobre a doação de órgãos, tema do “Setembro Verde”, aproximando os participantes de informações sobre o processo de doação e a importância da solidariedade e do cuidado coletivo. A abordagem reforçou a relação entre educação em saúde, empatia e responsabilidade social.

De qual forma buscar ajuda?
Setembro Amarelo - Pessoas que enfrentam sofrimento emocional ou precisam de apoio podem procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). O Centro de Valorização da Vida (CVV) também oferece atendimento gratuito e sigiloso pelo telefone 188, 24 horas por dia.
Em situações de crise ou emergência, a orientação é acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo telefone 192, ou procurar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h) ou serviço de emergência adequado. Em Belém, o Hospital de Clínicas Gaspar Vianna também integra a rede de atenção especializada em saúde mental.
Setembro Verde
Dedicado à conscientização e ao incentivo à doação de órgãos, as UPAs aproveitaram o evento para divulgar a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (AEDO), instrumento que permite ao cidadão formalizar digitalmente sua vontade de ser doador de órgãos, tecidos e partes do corpo humano após a morte.