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Hospital Regional Público do Araguaia, em Redenção, volta a coletar órgãos para transplantes

A iniciativa, coordenada pela Sespa em parceria com o Hospital Regional Público do Araguaia e com apoio do Graesp, vai beneficiar cinco pacientes, dentro e fora do Pará.

A campanha nacional Setembro Verde visa incentivar a doação de órgãos. E neste mês, uma família do município de Tucumã, no sul do Pará, deu exemplo de solidariedade e autorizou a doação de órgãos de um parente para salvar a vida de outras pessoas em território paraense e outros estados. Ao todo, serão cinco pessoas beneficiadas com a iniciativa da família.


Todo o processo de doação foi acompanhado pela Comissão Intrahospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIDOHT) e a Central Estadual de Transplantes (CET). O médico Evandro Rodrigues, que acompanhou o processo, explica como foi a execução da captação. “A morte cerebral foi constatada, e a família optou pela doação. Pela nobreza de atitude deles, esta doação vai entrar para a história, porque vai abrir portas, para que outras famílias tenham essa mesma disposição. Quero inclusive, agradecer e parabenizar os familiares e que essa ação sirva de exemplo para todos”, finalizou o médico.

Após a cirurgia de retirada dos órgãos, colaboradores do HRPA realizaram a caminhada do respeito, em homenagem ao paciente que tornou possível a doação. O processo de doação foi iniciado na sexta-feira (23), e finalizou com a execução da cirurgia no sábado (24), com a viabilização de um avião do Graesp (Grupamento Aéreo de Segurança Pública) para buscar os rins e as córneas do doador e trazê-los para os transplantes, em Belém. Já o fígado foi para Brasília (DF), onde um paciente recebeu o órgão, auxiliando a fila de transplantes do Distrito Federal.

Retomada – Ierecê Miranda, coordenadora da CET, informou que, desde 2014, não era realizada a captação de órgãos na região Sul do Pará devido às dificuldades geográficas do Estado. Após esse longo período, Redenção volta a ajudar pacientes que aguardam transplantes.

A coordenadora também enfatizou a importância da decisão da família do doador: “Sabemos que não é fácil decidir sobre a doação de órgãos de uma pessoa querida que partiu. É ainda mais complicado quando, em meio ao luto, os parentes precisam externar a decisão de ajudar outras pessoas, mesmo sem conhecê-las. A decisão desta família possibilitará que outras cinco pessoas deixem a fila de transplantes, permitindo que a vida continue”, enfatizou.

Sobre a realidade dos transplantes no território paraense, a coordenadora complementou: “O transplante é a única esperança de muitos que aguardam por esse gesto nobre. O Pará é um dos estados brasileiros que menos doa órgãos, e também um dos que menos realiza transplantes. Nosso trabalho é incansável para mudar essa realidade”.

É importante destacar que para tornar-se doador não é necessário deixar qualquer tipo de documento por escrito ou algo semelhante; depende apenas de deixar expressa aos familiares a vontade de ajudar a salvar vidas, pois é a família que tratará de autorizar a captação dos órgãos.